Todo ato insano tem em si sua razão de ser
Eis minhas loucuras, transfiguradas em letras e caracteres estranhos numa combinação muitas vezes sem sentido, malucas e desconexas, um amontoado geral de coisas sem valor algum, às quais dou o nome de distonâncias inconsequentes...
- Natal
- Deu vontade de atualizar isso aqui, sei lá, saudad...
- Em uma nuvem qualquer
- Batismo de sangue (editado)
- "Recortante"
- Vôo em céu rubro Encantos secretos Vinho derramado...
- Tun tun tun
- no meio do caminho havia um caminho havia um camin...
- Paralelo
- Identidade (distorcida) em crise
24.12.08
Gente, como Natal é época de oração, convoco-os a nos voltar para leste e agradecer a Buda e Yemanjá por terem nos entregado seu filho Hitler para ser sacrificado. Amem-se uns a todos e vamos proliferar na terra muito da energia mística intergalática que nasce em nossos corações.
9.2.08
Deu vontade de atualizar isso aqui, sei lá, saudade junto com a vontade de fazer wakeboard e um grande dilema, sax ou bateria?? Receio que o estudo e desenvolvimento no sax seria prejudicado pela prática da escalada, prática que acredito não prejudicar no caso da batera, mas pó, eu sou o saxofonista de minha banda de ska, não posso ser também o baterista?? Estas dúvidas e dilemas existenciais me consomem, tornam-me uma pessoa um pouco mais angustiada e fazem-me perceber que os grandes problemas do mundo são infinitamente menores que os meus, daí eu desisto do mundo de novo e me afundo no mar amargo da desilusão alheia que compromete a concepção única e contraposta de mundo evoluído desprovido de lógica mas capaz de argumentar por si só sobre a falsa existência de um pensamento ao mesmo tempo eficaz e balanceado que possa direcionar a humanidade a um futuro desolado e ambíguo caracterizado pela completa imersão nas areias radioativas que banhadas pelas chuvas ácidas, escárnio completo da acidez humana, parecem arder e se vitrificar sob e sobre nossos pés nus ao banharmo-nos com a intolerância enquanto saciamos nossa fome com os restos dos que um dia passaram pelo mesmo caminho evolutivo e que embora não soubessem estavam ali cavando sua própria cova de reforçadas paredes de dinheiro para abrigar a fortuna do descaso forjado a fogo e sangue ferro e fezes pútridas que envenenam o solo e não permitem o nascimento de uma nova consciência transformadora e voraz reconstrutora da realidade
Marcadores: blargh, desconstrução, dilemas do mundo moderno, distonância, reconstrução, vai ler algo que presta
posted by CAITIF | 9:44 AM
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9.12.07
Em uma nuvem qualquer
Nóooo... num é que aquele idiota louco conseguiu... parou o ataque sozinho mas está quase morrendo e já gastei meu milagre de hoje transformando aquela bengala em espada... será que tem alguém por perto que pode ajudá-lo (scrying)... aleluia três aventureiros... hmmm com esta aura de bondade só pode ser um cavaleiro de Tyr...
Telefonista, ligue-me urgente com Tyr (...) Como assim quem está falando, é Helm sua vadia, chama aquele velho logo (...)
Tuuuuunnnnnnn...... tuuuuuuuuuuunnnnnnn
Tyr? Camarada, é Helm, preciso de um favor seu, um imbecil defendeu sozinho um templo que mandei desativar, desloquei todos os soldados para Neverwinter e o infeliz, manco, não conseguiu acompanhar... uns 15 kobolds viram meus soldados indo embora e resolveram saquear o extinto forte que já estava bem velhinho... ele pediu minha ajuda para defender o forte e fiquei com pena do coitado, transformei sua bengala em espada... num é que o infeliz conseguiu matar todas aquelas criaturinhas asquerosas (...) pois é, fiquei até comovido com seu empenho (...) não... ele está quase morrendo, ops, quase me esqueço, como gastei meu milagre de hoje transformando a bengala em espada, não tenho como mandar um emissário e meu seguidor mais próximo está em Neverwinter (...) Vi que um de seus recrutas está passando perto do local, você poderia lhe dar um sinal para que vá correndo ao forte tentar salvar o infeliz?
Telefonista, ligue-me urgente com Tyr (...) Como assim quem está falando, é Helm sua vadia, chama aquele velho logo (...)
Tuuuuunnnnnnn...... tuuuuuuuuuuunnnnnnn
Tyr? Camarada, é Helm, preciso de um favor seu, um imbecil defendeu sozinho um templo que mandei desativar, desloquei todos os soldados para Neverwinter e o infeliz, manco, não conseguiu acompanhar... uns 15 kobolds viram meus soldados indo embora e resolveram saquear o extinto forte que já estava bem velhinho... ele pediu minha ajuda para defender o forte e fiquei com pena do coitado, transformei sua bengala em espada... num é que o infeliz conseguiu matar todas aquelas criaturinhas asquerosas (...) pois é, fiquei até comovido com seu empenho (...) não... ele está quase morrendo, ops, quase me esqueço, como gastei meu milagre de hoje transformando a bengala em espada, não tenho como mandar um emissário e meu seguidor mais próximo está em Neverwinter (...) Vi que um de seus recrutas está passando perto do local, você poderia lhe dar um sinal para que vá correndo ao forte tentar salvar o infeliz?
Marcadores: contos, Neverwinter, RPG
posted by CAITIF | 9:11 AM
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5.5.07
Batismo de sangue (editado)
Já era tarde, quase três e meia, mesmo que procurasse, encontraria aberto apenas o Purgatório. Não consigo imaginar melhor nome para aquela pocilga, se existe um deus, com certeza há muito se esqueceu daquele lugar onde as paredes parecem transpirar sangue e o piso, ácido gástrico.
Perto dali, Vico caminha afoito, um pouco desorientado, como se não conhecesse a região. Olha assustado para os lados e, a cada barulho que ouve, um ritmo gelado toma seu coração e lhe petrifica a alma.
-Vai graxa dotô?
Fitou os olhos do homem e, sem dizer uma única palavra, se sentou. Terno muito bem cortado e uma maleta metálica, mais um “adevogado”, pensou o engraxate.
-Esta praça lhe rende um bom dinheiro, amigo?
-Sabe dotô, não posso reclamar, meu pão vem dessa praça. Já foi melhor sim, mas hoje as pessoa não podem mais parar na minha cadeira. Tem cliente antigo que passa, até cumprimenta, mais estão sempre ocupado demais pra dá uma graxa no pisante.
-Mas você se vira com outras coisas? Faz alguns bicos, né?
-Claro dotô. Ajudo pedreiro, levo cachorro pra mijar, carrego peso, sou pau pra toda obra, sabe? Tenho família pra criar, dotô.
-Qual seu nome?
-É Vico, dotô.
-Vico, um cliente meu precisa de alguém para fazer entregas de madrugada. Você tem interesse?
Uma leve brisa embala a cortina de linho. Ainda está escuro. Num canto os olhos vermelhos que o observavam por toda a noite, agora marcavam cinco e meia. Deu um beijo na testa da esposa e se sentou.
-Já vai meu bem?
-Vou passar antes no SINE. Vai que tem alguma vaga pra mim?
-Vai sim, amor. Deixa que eu busco a Clarinha no Centro Comunitário hoje.
Tomou um banho rápido. Gelado para não gastar energia. Claro que sentia frio, mas de que outra forma poderia fazer o pouco dinheiro que ganha durar depois das contas?
Vestiu uma roupa qualquer enquanto sua mente vagava distante, numa vida melhor para Maria clara.
Vico caminha afoito, um pouco desorientado, como se não conhecesse a região. Olha assustado para os lados e, a cada barulho que ouve, um ritmo gelado toma seu coração e lhe petrifica a alma (sim essa cena se repete). No rosto o suor escorre frio. O ranger da roda do carrinho de mão denuncia sua presença e torna ainda mais tensa a tarefa de cruzar tão silencioso bairro.
Sempre por perto, os ratos parecem acompanhá-lo. Certamente o cheiro fresco da carga despertou suas vorazes presas.
Perto dali, Vico caminha afoito, um pouco desorientado, como se não conhecesse a região. Olha assustado para os lados e, a cada barulho que ouve, um ritmo gelado toma seu coração e lhe petrifica a alma.
-Vai graxa dotô?
Fitou os olhos do homem e, sem dizer uma única palavra, se sentou. Terno muito bem cortado e uma maleta metálica, mais um “adevogado”, pensou o engraxate.
-Esta praça lhe rende um bom dinheiro, amigo?
-Sabe dotô, não posso reclamar, meu pão vem dessa praça. Já foi melhor sim, mas hoje as pessoa não podem mais parar na minha cadeira. Tem cliente antigo que passa, até cumprimenta, mais estão sempre ocupado demais pra dá uma graxa no pisante.
-Mas você se vira com outras coisas? Faz alguns bicos, né?
-Claro dotô. Ajudo pedreiro, levo cachorro pra mijar, carrego peso, sou pau pra toda obra, sabe? Tenho família pra criar, dotô.
-Qual seu nome?
-É Vico, dotô.
-Vico, um cliente meu precisa de alguém para fazer entregas de madrugada. Você tem interesse?
Uma leve brisa embala a cortina de linho. Ainda está escuro. Num canto os olhos vermelhos que o observavam por toda a noite, agora marcavam cinco e meia. Deu um beijo na testa da esposa e se sentou.
-Já vai meu bem?
-Vou passar antes no SINE. Vai que tem alguma vaga pra mim?
-Vai sim, amor. Deixa que eu busco a Clarinha no Centro Comunitário hoje.
Tomou um banho rápido. Gelado para não gastar energia. Claro que sentia frio, mas de que outra forma poderia fazer o pouco dinheiro que ganha durar depois das contas?
Vestiu uma roupa qualquer enquanto sua mente vagava distante, numa vida melhor para Maria clara.
Vico caminha afoito, um pouco desorientado, como se não conhecesse a região. Olha assustado para os lados e, a cada barulho que ouve, um ritmo gelado toma seu coração e lhe petrifica a alma (sim essa cena se repete). No rosto o suor escorre frio. O ranger da roda do carrinho de mão denuncia sua presença e torna ainda mais tensa a tarefa de cruzar tão silencioso bairro.
Sempre por perto, os ratos parecem acompanhá-lo. Certamente o cheiro fresco da carga despertou suas vorazes presas.
posted by CAITIF | 5:45 PM
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22.3.07
"Recortante"
todos os beijos que estavam guardados a você, só a você
beijos que escondiam-se atrás de cortinas de nuvens e véus
beijos que não estavam em mim, só em você haviam o motivo de tal surgimento
beijos que em noites de chuva lambiam janelas em formas de lágrimas esperando sua presença
beijos que minha boca guardou só para ti
e você sob o arco da sacada, banhada pela lua contemplava de longe a seiva de mim que regava todo o chão
não eras em mim que pensavas quando corrias descalço pelos campos úmidos da relva
quem sabe era ela a sua doce amada
por quem me abandonaste
talvez tenha partido
mas meu coração aguarda a seu lado pelo meu retorno
aquela lua levava a você meu pensamento, então arrependido clamavas de volta o meu amor por ti
não era tarde seu clamor
aquela que me levaste de você partiu e como eu, te abandonou
então volvi sobre penhascos e rochedos e retornei a seu encontro
nunca será tarde enquanto procurar por ti entre os cacos do espelho da vida, despedaçada atrás de mim
foi preciso
tinha que marcar o caminho para voltar
eis-me aqui lânguida e sua
eis-me aqui a te desejar como antes
eis-me a perdoar-te todas vezes que teu engano para longe de mim te levar
mas ingênuo não percebi que a que me guiava era reflexo do que ficou
cristais de lua agora brilham
mesmo que em fragmentos distorcidos
iluminam o caminho
e me levam a teu leito
de onde nunca devia ter saído
mesmo que lágrimas azuis deslizem de sua face
eis o mistério de meu amor, nada resta inteiro
mas o brilho permanece em nossos olhos
rubras lágrimas juntam os cacos
e a luz com raios vermelhos vivenciam nossos pedaços de nós
de seus olhos que não brilham mais
não esperam
observam descrentes
os passos perdidos na areia
tortos
cambaleantes
a dor de mágoa inflama e deixa turva tua alma
pobre mortal que em pedaços se parte diante do abismo
raízes de solo árido e estéril
e conta com as asas que há muito lhe foram retiradas
aceite que caíste
teu corpo sem amor já não suspira
contorce de amor
em gozo eterno
dormes
por que dormes
já não olhas mais para meu corpo
por que me atira as feras
não vives mais meus pedaços
teus pecados não têm mais graça
peco em pensamentos porque já não feres mais a carne
são como os outros
apodreço em vendavais
sentimentos de ódio e amor
em vida passageira
minha alma tende ao infinito não voltar
ela se vai sem retorno e sem você
pq não clamas por mim
pq meu corpo ainda te deseja
desvenda os segredos de minha alma
corta-me os pulsos e me deixa
mesmo insana te amo
mesmo lúcida te amo
mesmo enferma te amo
mesmo sana te amo
mesmo morto te amo
.
beijos que escondiam-se atrás de cortinas de nuvens e véus
beijos que não estavam em mim, só em você haviam o motivo de tal surgimento
beijos que em noites de chuva lambiam janelas em formas de lágrimas esperando sua presença
beijos que minha boca guardou só para ti
e você sob o arco da sacada, banhada pela lua contemplava de longe a seiva de mim que regava todo o chão
não eras em mim que pensavas quando corrias descalço pelos campos úmidos da relva
quem sabe era ela a sua doce amada
por quem me abandonaste
talvez tenha partido
mas meu coração aguarda a seu lado pelo meu retorno
aquela lua levava a você meu pensamento, então arrependido clamavas de volta o meu amor por ti
não era tarde seu clamor
aquela que me levaste de você partiu e como eu, te abandonou
então volvi sobre penhascos e rochedos e retornei a seu encontro
nunca será tarde enquanto procurar por ti entre os cacos do espelho da vida, despedaçada atrás de mim
foi preciso
tinha que marcar o caminho para voltar
eis-me aqui lânguida e sua
eis-me aqui a te desejar como antes
eis-me a perdoar-te todas vezes que teu engano para longe de mim te levar
mas ingênuo não percebi que a que me guiava era reflexo do que ficou
cristais de lua agora brilham
mesmo que em fragmentos distorcidos
iluminam o caminho
e me levam a teu leito
de onde nunca devia ter saído
mesmo que lágrimas azuis deslizem de sua face
eis o mistério de meu amor, nada resta inteiro
mas o brilho permanece em nossos olhos
rubras lágrimas juntam os cacos
e a luz com raios vermelhos vivenciam nossos pedaços de nós
de seus olhos que não brilham mais
não esperam
observam descrentes
os passos perdidos na areia
tortos
cambaleantes
a dor de mágoa inflama e deixa turva tua alma
pobre mortal que em pedaços se parte diante do abismo
raízes de solo árido e estéril
e conta com as asas que há muito lhe foram retiradas
aceite que caíste
teu corpo sem amor já não suspira
contorce de amor
em gozo eterno
dormes
por que dormes
já não olhas mais para meu corpo
por que me atira as feras
não vives mais meus pedaços
teus pecados não têm mais graça
peco em pensamentos porque já não feres mais a carne
são como os outros
apodreço em vendavais
sentimentos de ódio e amor
em vida passageira
minha alma tende ao infinito não voltar
ela se vai sem retorno e sem você
pq não clamas por mim
pq meu corpo ainda te deseja
desvenda os segredos de minha alma
corta-me os pulsos e me deixa
mesmo insana te amo
mesmo lúcida te amo
mesmo enferma te amo
mesmo sana te amo
mesmo morto te amo
.
posted by CAITIF | 6:59 PM
|
9.3.07
9.2.07
Tun tun tun
Este blog se encontra temporariamente fora de serviço ou desligado.
posted by CAITIF | 9:39 AM
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